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O Raio na Garrafa: Como o Debut do Bad Brains Destroçou o Punk em 1982

Há exatos anos, em 9 de fevereiro de 1982, o conceito de "rápido e pesado" ganhava um novo teto. O Bad Brains lançava seu álbum de estreia homônimo, eternizado nas ruas e nos distros como "The Yellow Tape" ou "The ROIR Tape".

Lançado originalmente apenas em fita cassete pela Reachout International Records (ROIR) — uma jogada arriscada que se tornou lendária —, o álbum foi o combustível que o circuito Do It Yourself (DIY) precisava. Enquanto a maior parte do punk rock se apoiava em três acordes e atitude niilista, H.R., Dr. Know, Darryl Jenifer e Earl Hudson entregaram algo que beirava o impossível: técnica virtuosa misturada a uma agressividade espiritual.

A "Yellow Tape" foi mais do que um lançamento; foi um manifesto sonoro que uniu a espiritualidade Rastafari à violência urbana do hardcore americano. Faixas como "Pay to Cum" e "Banned in D.C." não pediam passagem, elas derrubavam a porta.

Décadas depois, a influência desse registro é onipresente. De bandas de metal extremo ao grunge, a sombra do Bad Brains paira sobre qualquer um que tente fazer música pesada com alma. Hoje celebramos não apenas um álbum, mas o momento em que o hardcore punk provou que poderia ser a música mais complexa e visceral do planeta.

O som pode envelhecer. A fúria, jamais.