FRETE GRÁTIS NOS PEDIDOS ACIMA DE R$300,00 - PARA TODO O BRASIL
50 anos de Destroyer: o álbum que transformou o KISS em uma lenda

Em 2026, o álbum Destroyer, do KISS, completa 50 anos. Lançado originalmente em 15 de março de 1976, o quarto disco de estúdio da banda chegou em um momento decisivo: o KISS já tinha conquistado força com sua presença ao vivo, mas ainda buscava um álbum de estúdio capaz de traduzir toda aquela energia, teatralidade e ambição para dentro do vinil.

Produzido por Bob Ezrin, conhecido por seu trabalho com Alice Cooper, Destroyer elevou o som da banda para outro patamar. O disco trouxe arranjos mais grandiosos, efeitos sonoros, coros, orquestrações e uma abordagem mais cinematográfica. Era o KISS ampliando seu próprio universo: mais dramático, mais pesado, mais visual e muito mais memorável.

Logo na abertura, Detroit Rock City já deixava claro que aquele disco não seria apenas uma sequência comum na discografia da banda. A faixa virou um dos maiores hinos do KISS e se tornou uma espécie de portal para tudo que o grupo representava: velocidade, perigo, juventude, fantasia e devoção absoluta ao rock.

O álbum ainda trouxe faixas essenciais como King of the Night Time World, God of Thunder, Shout It Out Loud e Beth. Esta última, cantada por Peter Criss, acabou se tornando um dos maiores sucessos comerciais da banda, alcançando o Top 10 nos Estados Unidos e ajudando a impulsionar novamente as vendas do disco.

Com o tempo, Destroyer deixou de ser apenas um álbum importante e passou a ocupar um lugar quase mítico dentro da cultura rock. A capa assinada por Ken Kelly, a formação clássica com Paul Stanley, Gene Simmons, Ace Frehley e Peter Criss, e a estética exagerada da banda criaram uma imagem que atravessou décadas.

A força de Destroyer está justamente nesse impacto emocional. Para muita gente, ele foi o primeiro contato com um rock que parecia maior do que a rotina. Um som que vinha com personagem, fogo, pose, fantasia e atitude. Um disco que ajudou a mostrar que uma banda podia construir um mundo inteiro em volta da própria música.

 

Cinquenta anos depois, Destroyer continua sendo lembrado não apenas pelas músicas, mas pelo que ele representa: uma era em que o rock era barulhento, teatral, imperfeito, grandioso e profundamente humano. Um álbum feito para ser ouvido alto, de preferência com a camiseta preta certa, o volume no limite e a sensação de que alguma coisa ainda pode incendiar por dentro.